Jul
27
2010
“Prosa cantada, ritmada
Gemidos de um violino.
E o violino é o teu coração
e a corda o sorriso de menino
de um menino que te tocou com a mão.
Prosa cantada, sentida, gritada
que o amado, adormece, secreto
no abraço das tuas saudades
É lindo este versejar
daquela que se deu ao Mar
e mergulhou
e sentiu a dor
mas daquela que da o amor.”
Fev
19
2010
Poesia,
O verso da razão,
o outro lado da moeda.
solidão que se cultiva
no amor que se jura, que se nega…
Loucura transversal
que nos mata e permite
a esperança do afago
num falso (?) convite
Lembranças da infância,
A mãe que não nos toma
nem nos abandona.
saudades de ser criança.
Poesia, tu afinal…
meu amor de sempre,
loucura de te perder
sabendo não te ter…
E faço-te na Poesia,
para nunca te encontrar
tamanho o desejo de te ler,
abraçar-te numa noite…
e sentir-te viver
Poesia,
no bem e no mal
a paixão que se esgota
num ponto final (.)
Dez
13
2009
És a medida
em meu corpo sentida
no amor que me dás
pleno, exacto… capaz!
Doce morrer
no suado cansaço…
a força do teu querer
teu abraço apertado
onde fim é renascer!
E descanso…
sereno e doce momento de paz
que repara o desejo…
o gosto do teu beijo
onde a guerra, é o amor que se faz.
E quando te deixo,
no meu corpo esculpido
o teu molde perfeito
sem detalhe omitido.
Abr
27
2009
Vivo de assombramento
na lembrança fugidia de momentos
rasgados, nossos.
Debruço-me na janela do tempo,
aí encarcerada, ansiosa,
a ver passar os dias,
e onde espero, só,
para nós,
em adiamento cru,
a água de um deserto ávido,
no cimento do nosso querer…
Ai, meu amor
no rescaldo da saudade
só a tua sombra afaga
o meu desassossego…
Muito amavelmente cedido pela sua autora
Mª Conceição Silveira
Obrigada.
Abr
27
2009

Num tempo adiado
a favor de um momento
em que um dia, sem tempo,
…
Se soltaram amarras
Se calaram as dores
Se mataram lembranças
De impossíveis amores
…
E o tempo prometeu
o que o tempo levou:
num dia igual, diferente de todos
quem com tempo se amou
…
E quando os olhos cerraram
Um sorriso brotou
e num sonho (real)
o ir se rogou
…
É o tempo que traz
a paz
…
e sem dor te aceno
um adeus desejado
esperado, evitado
sereno
…
Afinal… “tudo tem o seu tempo”!
MARILIA, Abril, 2009
Mar
28
2009
Coração ansioso, carente, zangado
olhar ausente, distante,
num plano guardado…
…
Doença na alma, que o corpo abraçou
nas dores presentes,invisíveis, dormentes
que a vergonha assumiu…
e o orgulho calou
…
Condição, vocação
que se alimenta e com fome,
se entranha e embrenha
nos motivos das causas, da perda que ganha
…
Olhares iguais, em sentidos diferentes
portas abertas… Sombras, fantasmas!
Vício e medo numa guerra sem armas
…
Porquê? - A razão
…
A loucura - Porque não?!
Se há liberdade na dor,
na miséria consolo,
que afasta e enoja o são!
Marília 28 março, 2009
Mar
15
2009

Amor e ternura
com olhos de mel
Em meus braços receosos
confiaram os teus.
…
Nas minhas mãos
Nos meus sentidos
Caprichos de um Deus
em seda devolvidos.
…
Pedro…
…
Aroma de rosas
em meu seio gerado
o meu desejo de paz
por ti alcançado…
Marília, 13 Março 2009
Jan
05
2009
Do nada que tenho
que me abraça
e me habita.
…
Do Nada que são
meus dias iguais
Do Nada que se aninha
no meu peito… no meu colo.
Do Nada que me acarinha
do vazio que me beija
do Ninguém que me ama…
Das noites só minhas
das horas sem
Do Nada que aprendi
me alimenta, enfada e atormenta
Do Nada que me trazes
nas palavras que me mentem
Do Nada que me devolves
em abraços que não se sentem
Do Nada…
Me aparto, me afasto.
Para mais nada
não há lugar,
neste deserto do Nada eu amar.
Dez
17
2008
És a medida
em meu corpo sentida
no amor que me dás
pleno, exacto… capaz!
Doce morrer
no suado cansaço…
a força do teu querer
teu abraço apertado
onde fim é renascer!
E descanso…
sereno e doce momento de paz
que repara o desejo…
o gosto do teu beijo
onde a guerra, é o amor que se faz.
E quando te deixo,
no meu corpo esculpido
o teu molde perfeito
sem detalhe omitido.
Dez
17
2008
Liberdade
A que me dás
quando te sinto e alcanço
Quando não nego, nem temo…
o doce atear
de meu fogo manso.
Palavras ardentes
que aquecem o sangue
crescem no tempo,
escrevem o infinito
num breve momento…
E nos teus braços morrem os medos
nascem vontades
nos nós que desfazes
com as pontas dos dedos.
Dez
16
2008
Lembro-me…
Da tua ansiedade,
da tua falta,
da tua necessidade…
Lembro-me…
Do teu abraço, da tua alegria
Do teu afecto, da tua força!
Da tua intensidade…
Nov
25
2008
Hoje,
vi o Arco Íris
depois de te ver a ti
e sorri…
Nem todo o tesouro
Nem todo o ouro
Em troca,
do que nos teus olhos vi…
Nov
21
2008
És miragem, ilusão
que me cega, que me mente
me resigna, me magoa
me esmaga o coração
És semente da mentira
na minha dor plantada
Uma espera infinita
por ti alimentada
És contrabando!
Imitação, incapacidade e revolta
Figura esculpida em pedra que se molda
És gente e falas do que não sabes
prometes o que não sentes
cospes metáforas banais, iguais
que profetizas como diferentes
És ar
És vapor
És a raiva que te tenho
o mote da inconsistência, da tirania e do horror
E és doce!…
Na ingenuidade que acreditas que fazes acreditar
És amargo, árido, escuro e só
como só é, quem não sabe amar
Nov
21
2008
Imagino…
As tuas mãos delicadas, o teu sorriso ameno.
Vem de ti o convite.
Entro no teu mundo
danço a música do silêncio
que os teus olhos me ensinam
e vou indo…
Entro mais e mais
no calor do teu abraço.
Descanso, sorrio,
faço ninho no teu regaço.
E é na paz desse mundo
do tempo esquecido,
que trago à memória
meninas que brincam comigo.
Sempre eu, afinal,
de veludo e seda vestida.
Menina e mulher,
teme e seduz nas fantasias da vida.
mãos dadas…
desejos intensos, sentidos…
Falo-te dos dias sem ti,
por entre véus coloridos…
O Amor que me toma… que descubro contigo,
vem dos teus braços meigos,
por ti dados como abrigo.
Nov
14
2008
Sou menos mulher hoje
Sou menos gente
Menos digna, menos decente.
Sou menos com menos
um resultado negativo
Que resulta de um amor
de amor devolvido.
Sou menos tudo
quebrei as regras, trepei os muros
Subi montanhas
Rompi amarras.
Sou nada…
Sou ninguém que bate à minha porta.
Procuro-me… dizem!
Não estou, parti!
Abandonei o meu colo,
magoada, zangada…
por não saber cuidar de ti.
Nov
05
2008
Não possuo querer
não possuo amor
Vendi-os para salvar
alguém da minha dor
Possuo-me a mim
presa num corpo
feito para amar
com ou sem gosto…
E se vejo além
muito mais longe…
não chego, não alcanço
por mais que me esforce!
De que servem as asas
se não posso partir?
Sou heroína num reino
sem portas para abrir…
Out
30
2008
Em dias sempre iguais…incertos
de certezas que não se avisam nem se mudam
se vivem as angústias.
São as horas que passam
e não passam… e passam?
manhãs que se perdem
em tardes fugazes de sentido vazias
São as horas de uma vida
onde o tempo não me espera
se repete e se apressa
para o tempo me roubar
É um lugar do nada, este
onde param os meus sonhos
que contorno e engano
nesta vida que não é minha
Nesta falsa liberdade
neste bem estar carrasco
que me acorrenta a vontade
o poder e a raiva
pelo veneno da verdade
Mil prazeres encontrei
em recantos tão diferentes!
Dos mil carinhos que troquei
apenas tu, solidão, não me deixas, não me mentes!
Palavra perfeita na vida e na morte
mágica, não nos mente na sorte…
E quando o tempo perdido nos exige uma razão:
Ser só é ser maior!
Ser só é ser capaz!
Ser só nunca é dor!
Ser só é ser melhor?
Que bom seria
ser só…
a tua companhia.
Out 30 2008
Out
28
2008
Nas portas do teu sorriso
Na simplicidade do teu olhar
Terno, cúmplice… amigo
No teu convite para sonhar….
Não há bonito nem feio
nem príncipes, nem donzelas
nem mágicos encantos
nem conquistas ou batalhas.
Não há medo ou preconceito
nem fadas encantadas
Não há pecado no desejo
nem casas assombradas…
Há um amor bem maior
de paixões que não se ensinam
lições que não se estudam
que nos ligam nos unem e nos mudam
Há um amor que se ouve
em palavras de silêncio
Um mistério ausente…
Doce…E de doce tão ardente!
São os amantes da alma
do mundo desinvestidos
que na ansiedade da calma
se redimem de beijos não sentidos
São olhos que falam
por entre outros que não vêem
São desejos que se cruzam
Se atraem, se evitam, se amam
e se despedem com palavras que não ousam…
Out
28
2008
Num abraço estreito
Num afago pleno…
Num momento breve… imenso, perfeito!…
Num olhar profundo
De prometidas certezas…
Numa entrega sentida… de receios vestida…
Num abraço imenso
que ilumina o sol…
Num espaço sem tempos
onde se dão os afectos
se fazem os sonhos
de um destino incerto
que o destino quis perto…
Nos meus olhos o teu espelho…
Nas tuas mãos a minha certeza,
Sei de ti o que preciso…
Nos teus gestos suados… cansados… da defesa
Não te temas!…
Não me evites!…
Adormeço desde sempre em teus ausentes convites
E no meu chão…
Os teus medos… a tua dor!
Frutos por mim devolvidos:
Confiança, amizade… e o desejo adormecido
No tempo de um amor…
Out
13
2008
DOIS
Duas vezes
te amei,
Duas vezes
te perdi…
Duas vezes…
Duas vezes
te abraçei
te guardei e te escondi em mim
Duas vezes…
Duas vezes
te dei tudo
Duas vezes
do nada que te dei,
to jurei e me enganei…
Duas e não mais!
Apenas duas e não menos…
Dois enganos tão sentidos
escondidos e leais!
Dois enganos tão perdidos, tão fingidos!
E… em nossos sonhos desiguais…
dois encontros tão reais!
Procuro-me longe de ti
de onde dormem teus desejos…
encontro-me… corpo só…
aliviado, cansado da ternura onde moram os teus beijos.